Álvares de Azevedo foi o maior dos nossos poetas tupiniquins, ou no mínimo um dos maiores. Tendo uma obra variada, nos deixou poemas, contos, uma peça de teatro e cartas escritas a familiares que nos mostram toda a atmosfera em que o poeta vivia.
O detalhe é que Álvares de Azevedo morreu aos 20 anos. Se tivessem morrido nessa idade, Goethe não teria escrito nem Werther (escreveu aos 24), Manuel de Macedo não nos daria a Moreninha (escreveu e publicou aos 25). Que eu me lembre, apenas Rimbaud nos deixaria algo, pois começou a poetar aos 15.
Reza a lenda que Álvares de Azevedo nasceu no dia 12 de setembro de 1831 na biblioteca de seu avô, na cidade de São Paulo. Como eu não estava lá, não contesto e nem concordo, mas a idéia é bem interessante. Depois foi morar no Rio de Janeiro, na época a capital do império. Voltando mais tarde à sua terra natal, para cursar a faculdade de Direito, é claro que achou um tédio. Então juntou-se aos amigos Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães e os três fundaram a misteriosa Sociedade Epicuréia, entidade insólita que ninguém sabe ao certo se chegou a entrar em atividade.
Com a tuberculose, volta para o Rio e pensa em terminar o curso em Pernambuco, mas no dia 10 de março de 1852, devido a uma queda de cavalo, além de a tuberculose agravar ainda lhe descobrem um tumor na fossa ilíaca esquerda (não me perguntem aonde fica isso). Ele é operado, mas num 25 de abril 1852, domingo de páscoa, às 17:00h ele disse "Que fatalidade, meu pai!" e esse foi o último verso do poema que foi sua vida. Em seu túmulo, foi desrespeitado seu pedido, de ter uma inscrição: "foi poeta, sonhou e amou a vida".
Obras de Álvares de Azevedo:
Lira dos Vinte Anos
O Poema do Frade
O Conde Lopo
Poesias Diversas
Noite na Taverna
Macário
Deborah O' Lins de Barros
(atual encarnação do poeta)