Home Data de criação : 07/02/23 Última atualização : 08/11/05 15:57 / 59 Artigos publicados
 

análise deborianah da arte mundial

Manuel Antonio Alvares d'Azevedo  (análise deborianah da arte mundial) escrito em sexta 25 abril 2008 17:23

    

     Álvares de Azevedo foi o maior dos nossos poetas tupiniquins, ou no mínimo um dos maiores. Tendo uma obra variada, nos deixou poemas, contos, uma peça de teatro e cartas escritas a familiares que nos mostram toda a atmosfera em que o poeta vivia.

     O detalhe é que Álvares de Azevedo morreu aos 20 anos. Se tivessem morrido nessa idade, Goethe não teria escrito nem Werther (escreveu aos 24), Manuel de Macedo não nos daria a Moreninha (escreveu e publicou aos 25). Que eu me lembre, apenas Rimbaud nos deixaria algo, pois começou a poetar aos 15.

     Reza a lenda que Álvares de Azevedo nasceu no dia 12 de setembro de 1831 na biblioteca de seu avô, na cidade de São Paulo. Como eu não estava lá, não contesto e nem concordo, mas a idéia é bem interessante. Depois foi morar no Rio de Janeiro, na época a capital do império. Voltando mais tarde à sua terra natal, para cursar a faculdade de Direito, é claro que achou um tédio. Então juntou-se aos amigos Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães e os três fundaram a misteriosa Sociedade Epicuréia, entidade insólita que ninguém sabe ao certo se chegou a entrar em atividade.

     Com a tuberculose, volta para o Rio e pensa em terminar o curso em Pernambuco, mas no dia 10 de março de 1852, devido a uma queda de cavalo, além de a tuberculose agravar ainda lhe descobrem um tumor na fossa ilíaca esquerda (não me perguntem aonde fica isso). Ele é operado, mas num 25 de abril 1852, domingo de páscoa, às 17:00h ele disse "Que fatalidade, meu pai!" e esse foi o último verso do poema que foi sua vida. Em seu túmulo, foi desrespeitado seu pedido, de ter uma inscrição: "foi poeta, sonhou e amou a vida".

 

Obras de Álvares de Azevedo:

Lira dos Vinte Anos

O Poema do Frade

O Conde Lopo

Poesias Diversas

Noite na Taverna

Macário

 

Deborah O' Lins de Barros

(atual encarnação do poeta)

 

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eles já passaram dos 64... o disco mais quarentão de liverpool!!  (análise deborianah da arte mundial) escrito em quarta 06 junho 2007 17:26

     Minha homenagem tardia ao Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band... Embora não seja o meu predileto - concordo com a minha mãe, o Rubber Soul é ótimo, mas eu sempre preferi o Revolver... - a banda do clube de corações solitários do Sargento Pimenta realmente mudou não só o conceito de fazer música, como também a indústria fonográfica. Mas é uma pena que The Fool on the Hill não esteja aqui, mas no  - tão bom, porém com menos prestígio - Magical Mistery Tour.  Afinal, a geração dos meus pais a aclamou como "a única música clássica cantada"...

     Como jaz no título, When I'm 64 é a música de que mais gosto nesse disco. O porquê? Ela é a mais simples. O que sempre gostei nos Beatles foi a capacidade que eles tinham de compôr músicas simples e antológicas. Hey Jude é o maior e melhor exemplo disso. A letra fala de o que iriam fazer quando chegassem aos 64 years-old. E o que será que o Paul e o Ringo andam fazendo agora?

      Sobre a capa, fiz umas alterações: marquei as três pessoas que mais me influenciaram de alguma forma - Edgar Allan Poe (lá no alto - por que será? hehehe), Oscar Wilde (o com cara de boca-mole perto do John) e o Chopin (o que mais se parecer com o Chaves - vai dizer que não parece?). Agora, uma dúvida: esse que eu marquei em amarelo, entre o Ringo e o Paul, pela época (1967), não parece o Tom Jobim? Será que o Tom Jobim está no Sgt. Peppers? Se alguém souber quem é, me diga, por favor!!!

 

Deborah Lins de Barros

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O Grito - Munch  (análise deborianah da arte mundial) escrito em quinta 22 março 2007 20:27

   Parece inconsebível, sob um olhar romântico, que esse quadro tenha sido pintado em 1893. No século XIX. Mesmo hoje, no século XXI, ele ainda é enigmático, quase assustador. Quase sempre imaginamos um final de século XIX sem luz elétrica, sem automóveis, sem fotografia colorida e com saias compridas. Mas não devemos esquecer que três anos antes de Munch dar seu Grito ao mundo, Van Gogh morria na França.

   Imagino que Munch deva ter se inspirado nas decisivas mudanças daquele fim de século: sufragismo; unificação italiana e alemã; a movimentada Paris, com as coristas de Toulouse Lautrec; os bondes; o investimento na construção de navios gigantescos, comparados aos que haviam até então; as peças de teatro escritas por Oscar Wilde...

   Meu Deus! Que fim de século mais turbulento! É exatamente isso que passa pela minha cabeça quando vejo esse personagem amarelo desesperado. Deve estar se perguntando: "Aonde estão o bucolismo? e a mansidão? e o meu livro do Stendhal?", "Como será o mundo dos meus filhos? meu Deus! e dos meus netos?", "Será que o mundo acabará em uma grande guerra?"

    É, esse quadro foi uma premonição que o mestre do expressionismo Munch teve, no angustiado final do século XIX, sobre os devastadores séculos que viriam em seguida.

 

Deborah Oliveira Lins de Barros

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Arrufos - Belmiro de Almeida  (análise deborianah da arte mundial) escrito em quarta 21 março 2007 20:52

   O quadro "Arrufos", de Belmiro de Almeida, foi pintado em 1887 e, para mim, é uma das maiores obras primas da pintura nacional. O termo "arrufos" é, nada mais nada menos que uma briguinha boba, mas o que eu vejo é mais, muito mais...

   Todas as vezes que parei em frente a esse quadro, no Museu Nacional de Belas-Artes, sempre me deparei com uma das mais tristes cenas já pintadas. Sempre imagino que a mulher pecou e até está arrependida, mas sabe que dessa vez não terá volta. Já o homem, sentado fumando um charuto, está tão decepcionado que parece preferir não pensar no assunto, e não dá bola para as súplicas da mulher. E eu tenho a impressão de que não foi a primeira vez que isso aconteceu, pois o homem não está chorando.

   Bem, essa é a minha interpretação, triste, romântica, mas gosto dela. No roteiro que escrevi sobre o meu amado-morto Álvares de Azevedo há uma cena que na minha cabeça só terá o sentido que quero se ficar visualmente semelhante a esse magnífico quadro, cheio de frestas onde nossa imaginação dá asas ao sentimento.

 

Quem quiser comentar o que viu no "Arrufos" me deixará muito feliz, faça-o no "comentário".

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