Ontem (segunda-feira) eu fiquei muito feliz. Muito mesmo. Não sei se foi o dia em que mais me aplaudiram na vida, mas com certeza foram os aplausos mais intensos. Muito obrigada aos que bateram palmas para mim, isso levantou muito a minha auto-estima e mostrou que eu devo confiar mais no que escrevo, porque eu nem ia declamar esse poema ontem. Só quis tirar um sarro do Seba porque ele chamou a minha "Carta a Humanidade que Virá" de polêmica.
Ah! E para os que pensam que sou menos esquerda por isso, procurem nos livros de história, ou na internet, João Alberto Lins de Barros, participante da Coluna. Ele é meu tio-avô. Ahahaha, posso não me considerar socialista, mas meu sangue é Vermelho!!!!
Adeus, Lênin!
A minha geração idolatra o Che Guevara
E depois acende outro Marlboro
Enquanto calça o All Star,
Ouvindo, triste e pacivamente, um pop-rock farofa.
Para a gente, Cavaleiro é coisa de Idade Média
E o Cavaleiro da Esperança, coitado,
Cheira a "Senhor dos Anéis".
Católicos fazem procição, enriquecendo - sem saber - ao Rei da Vela.
Para a gente, Clint Eastwood só é caubói no "De volta para o futuro"
E o Morgan Freeman é o eterno presidente da América.
Cada um tem o John Lennon que merece.
E eu vou ter que me contentar com o suicida de Seattle.
Vida longa ao ídolo morto.
Lênin morreu. Viva Lênin!
Agora me dá mais uma Coca-Cola.
Sou punk, viva o anarquismo. Sou comunista, estou na moda.
Mas que bela porcaria de geração que me foi dada...
Que acha que a Olga é a Camila Morgado
E que o Thiago Lacerda é o Garibaldi...
- Me dá um trago dessa pôrra?
- Não prende muito, que dá aneurisma!
Mas não vou tragar essa geração medíocre.
Gostaria de me revoltar, mas não tenho objetivos.
Não há mais barreiras, não há mais muros...
Tomo um gole de vodka e assisto ao Big Brother.
Lênin morreu. Adeus, Lênin!
Deborah O. Lins de Barros