Poeta-morto que está no céu,
ou mesmo que ainda no Inferno de Dante,
abençoa as exposições de arte,
as peças de teatro,
e toda obra escrita:
que ela seja lida e não apenas
um enfeite na estante.
Perdoai nossos erros gramaticais,
assim como perdoamos as bizarrices que já lemos antes.
Abençoa-nos com situações inusitadas,
que nos inspirem a usar palavras bonitas
em melopéias contagiantes.
Nos poupe das rimas pobres,
que possamos colorir muitos versos brancos.
Nos dê força para aguentar os que dizem
que qualquer coisa é poesia,
pois tu nos ensinaste que só é poesia
quando há intenção de matar.
E nós, aqui, aproveitaremos o dia,
ouvindo sempre um suave murmúrio
- que não vem do mar -
e nos diz carpe... Carpe Diem!
Deborah O' Lins de Barros
Itajaí, 20/08/2008

Qui 04 Dez 2008 00:34