Uma notinha, só para não deixar a data em branco.
11 de setembro é o dia que marca o início da minha politização. Não fosse o George (w.C.) Bush e seu surto anti-islamismo, eu ainda estaria em casa, acreditando no Jornal Nacional. Hehe, o feitiço virou contra o feiticeiro e eu fiquei curiosa piis, dentro da minha ignorância, eu não fazia a menor idéia de o que levaria um presidente de um país como os Estados Unidos, a atecar o Afeganistão. Aliás, eu nem sabia o que era Afeganistão. Não o acharia no mapa sem algum auxílio.
Aí eu comecei a pesquisar os muçulmanos, sua cultura e religião. Fiz faculdade de História eminha monografia seria sobre eles e sua presença no Brasil Colônia. Fiz aulas de árabe, fiz amigos. Também fiz crônicas políticas, nunca publicadas em blogs ou na revista literária CLAP. Talvez um dia eu resolva mostrá-la ao mundo. Enfim, no dia 11 de setembro de 2001 eu além de finalmente ver um fato histórico ao vivo (outro foi a queda do Muro de Berlim, mas como eu tinha 6 anos, acho que não conta), iniciei meu processo de cultura.
Caro George Bush Filho, graças às suas picuinhas idiotas e movidas a combustível não-sustentável eu hoje posso debater política com uma visão não equivocada de uma possível esquerda, pude ter o prazer de ler Fausto Wolff (que faleceu esses dias, infelizmente). Enfim, graças a você eu sou contra você. 
E um feliz 11 de setembro a todos os que querem um mundo melhor. Lembremos que os EUA não são imbatíveis e muito menos, abençoados por Deus.
Deborah O' Lins de Barros
Itajaí, 11/09/2008



